O carro abre alas da Vai-Vai foi um dos destaques da primeira noite de desfiles no Anhembi, na madrugada de sábado (1º). Um grupo de destaques da escola enfrentou, além da chuva leve, um chafariz que não deixou de molhar até mesmo quem seguia ao lado do carro.
Barizado de "Fazenda do Funil", ele mostra o início do vilarejo que originou Paulínia e a locomotiva, símbolo da emancipação da cidade. Ao todo, 18 mulheres seminuas estavam na alegoria, que usou seis mil litros d'água para banhar as passistas.
A dançarina Glauce Santana, de 32 anos, foi uma das passistas da Vai-Vai que desfilaram no carro alegórico com água caindo em seu corpo. "Foi emocionante. Foram duas horas de água gelada no corpo. Mas pelo menos, para a gente, a chuva não fez diferença nenhuma", afirmou.
A passista Mari Costa não nega: a noite foi gelada. "Estava frio, a chuva gelada e o banho que tomamos no carro era com água gelada. Mas o amor pela escola fala mais alto. Fiquei com um pouco de vergonha de estar pelada, mas quando entrei na avenida esqueci tudo e fiz festa. Foi muito bom, muito bonito e estou muito feliz."
Penúltima escola a entrar no sambódromo, a escola celebrou meio século da emancipação da cidade de Paulínia, no interior de São Paulo, com o enredo "Nas chamas da Vai-Vai. 50 anos de Paulínia". Ao todo serão 4 mil componentes, divididos em 32 alas, cinco alegorias e cinco setores.




