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Por Da Redação; do Security Leaders; em SP


O Android é o alvo da maioria dos ataques de criminosos em plataformas móveis, e grande parte desse problema se atribui à sua popularidade. Mas, segundo uma pesquisa recente, este pode não ser o único motivo dos cibercriminosos preferirem o software da Google. Em entrevista ao TechTudo, especialistas da CA Technologies, afirmam que o modo como o dispositivo foi concebido contribui muito para deixá-lo menos seguro que o iOS, da Apple.

comparativo entre apple e android (Foto: reprodução/ TechTudo) — Foto: TechTudo
comparativo entre apple e android (Foto: reprodução/ TechTudo) — Foto: TechTudo

Mais do que uma grande base de usuários, hackers também procuram um ambiente com poucas restrições para tentar invadir dispositivos e obter dados pessoais. Foi o que disse o vice-presidente global de segurança e mobilidade da CA Technologies, Jeff Ginter, durante o Congresso Security Leaders, em São Paulo.

Segundo o executivo, a escolha pelo Android é consequência do sistema operacional móvel do Google ser mais propício a ataques, devido a sua natureza aberta. “Os sistemas são construídos de maneira diferente (Android e iOS). Hoje, o Android é o mais fácil de ser explorado por criminosos”, explica.

O executivo defende que, mesmo nos Estados Unidos, onde há disputa acirrada entre Google e Apple pelo mercado de smartphones, o Android é o mais vulnerável. Portanto, na América Latina, onde o Android vence em números de dispositivos ativados, o problema tende a ser ainda maior.

A indústria de segurança digital vê com bons olhos iniciativas como a da Samsung com o Knox, camada de proteção embutida pela companhia em seus principais smartphones e tablets. Além disso, há melhorias constantes feitas pelo Google, que deixam o Android mais seguro – a versão 5 (Android Lollipop), por exemplo, ganhou melhorias nesse sentido, colocando apps empresariais protegidos de apps de uso pessoal.

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Mas, dispositivos Apple estão longe de ser totalmente seguros. A restrição imposta pela empresa da maçã ajuda, mas seus usuários não deixam de ser alvos de phishing via e-mail ou SMS. Além disso, os especialistas alertam para o perigo trazido por iPhones e iPads com jailbreak – com o desbloqueio, o sistema fica tão aberto quanto o Android para ataques.

Há algumas soluções de segurança em desenvolvimento pela CA Technologies e outras empresas do mercado para tentar frear a ação de hackers. O vice-presidente de segurança para a América Latina da companhia, Marcel Bakker, acha que o futuro está mais na proteção dos dados na nuvem associada ao sistema operacional do aparelho do que propriamente no smartphone ou tablet.

“É importante focar esforços em rastreamento de identidade dos criminosos e na proteção das informações transferidas pela web. Assim, importa menos para a segurança se o usuário tem um aparelho com Android ou iOS”, avalia Bakker.

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